Vendas da Revolve sobem 20% no 3T26 enquanto o lucro recua
A Revolve Group Inc. registrou no terceiro trimestre de 2026 um crescimento de vendas de 20%, alcançando US$ 356,0 milhões, impulsionada pelo avanço nos segmentos REVOLVE e FWRD e por um aumento de 18% nos clientes ativos. Contudo, o lucro líquido caiu 27%, para US$ 15,5 milhões, pressionado por despesas mais elevadas com iniciativas estratégicas, margem bruta menor e efeitos de base comparativa. O fluxo de caixa livre recuou para US$ 7,0 milhões devido a variações no capital de giro. A empresa segue focada em investimentos de longo prazo no varejo físico e novas categorias, monitorando riscos operacionais, inflacionários e de concorrência.
A Revolve Group Inc. (NYSE: RVLV) registrou seu quarto trimestre consecutivo de crescimento de vendas de dois dígitos no terceiro trimestre de 2026, com a receita avançando 20% na comparação anual, para US$ 356,0 milhões. No entanto, despesas mais altas com iniciativas de crescimento, uma margem bruta menor e o recebimento de uma indenização de seguro no ano anterior contribuíram para a queda nos lucros.
O lucro líquido caiu 27%, para US$ 15,5 milhões, ante US$ 21,2 milhões no mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro líquido atribuível aos acionistas da Revolve Group recuou 32%, para US$ 14,5 milhões. O lucro diluído por ação foi de US$ 0,20, em comparação com US$ 0,29 um ano antes. O resultado do terceiro trimestre de 2025 incluiu uma recuperação de seguro de US$ 4,5 milhões, equivalente a US$ 3,4 milhões após impostos, ou US$ 0,05 por ação.
O Ebitda ajustado, uma métrica não GAAP, diminuiu 7%, para US$ 23,5 milhões, ante US$ 25,3 milhões. A margem Ebitda ajustada encolheu de 8,6% para 6,6%, refletindo o aumento dos investimentos em iniciativas voltadas a apoiar o crescimento de longo prazo. O lucro operacional GAAP caiu 9%, para US$ 19,0 milhões, e a margem operacional recuou de 7,1% para 5,3%.
Crescimento entre segmentos e regiões
Ambos os segmentos de negócios da Revolve geraram um crescimento de vendas de pelo menos 20%. O segmento REVOLVE aumentou as vendas líquidas em 20%, para US$ 306,8 milhões, representando 86% da receita total. As vendas da FWRD também subiram 20%, atingindo US$ 49,2 milhões.
O lucro bruto do segmento REVOLVE aumentou 19%, para US$ 170,6 milhões, representando cerca de 56% das vendas do segmento. O lucro bruto da FWRD subiu 15%, para US$ 21,2 milhões, com sua margem bruta caindo de 45% no mesmo trimestre do ano anterior para 43%.
O crescimento também foi abrangente por região. As vendas líquidas nos EUA avançaram 20%, para US$ 277,4 milhões, enquanto as vendas internacionais subiram 22%, para US$ 78,6 milhões. Os mercados internacionais representaram 22% da receita trimestral.
O crescimento do número de clientes e pedidos impulsionou o avanço das vendas. Os clientes ativos aumentaram 18% na comparação anual, para 3,24 milhões, a maior taxa de crescimento da empresa para essa métrica em três anos e meio. O número de clientes ativos teve um aumento recorde de 202.000 em relação ao trimestre anterior. O total de pedidos realizados cresceu 19%, alcançando 2,75 milhões.
O valor médio dos pedidos caiu 5%, para US$ 292. A Revolve atribuiu a queda principalmente às vendas iniciais dos produtos de beleza GrowGood, que possuem preços substancialmente mais baixos.
Margens refletem mix de vendas e investimentos
A margem bruta encolheu 75 pontos-base, para 53,9%. A empresa afirmou que o declínio refletiu principalmente uma proporção menor de vendas a preço cheio e ajustes mais altos de avaliação de estoque, parcialmente compensados por um mix maior de vendas de marcas próprias. A comparação ocorreu após um aumento de 347 pontos-base na margem bruta no terceiro trimestre de 2025.
As despesas de marketing subiram de 13,7% para 14,3% das vendas, devido principalmente a gastos com iniciativas de crescimento, como a nova marca REVOLVE Los Angeles. Os custos de vendas e distribuição subiram de 17,5% para 17,8% das vendas, à medida que tarifas de frete mais elevadas compensaram com folga o benefício de uma menor taxa de devolução de produtos.
As despesas de atendimento e logística subiram ligeiramente de 3,3% para 3,4% das vendas, refletindo custos mais altos de mão de obra, parcialmente compensados pelo menor volume de devoluções. As despesas gerais e administrativas permaneceram próximas a 13,0% das vendas, já que o crescimento da receita contrabalançou os investimentos em lojas físicas e nos produtos de beleza GrowGood, desenvolvidos em parceria com Cardi B.
Fluxo de caixa e iniciativas estratégicas
A geração de caixa permaneceu positiva nos primeiros nove meses de 2026, mas diminuiu substancialmente. O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais foi de US$ 16,9 milhões, caindo em relação aos US$ 69,6 milhões no mesmo período de 2025, enquanto o fluxo de caixa livre recuou de US$ 59,0 milhões para US$ 7,0 milhões. A Revolve afirmou que variações no capital de giro foram os principais impulsionadores de ambas as quedas.
O estoque somou US$ 293 milhões ao final do trimestre, alta de 23% na comparação anual. A diferença entre o crescimento das vendas e o crescimento do estoque melhorou de 12 pontos porcentuais negativos no segundo trimestre para 2 pontos porcentuais negativos. O caixa e equivalentes de caixa líquidos ficaram em US$ 285 milhões, uma queda de aproximadamente US$ 31 milhões em relação ao ano anterior. Durante os primeiros nove meses, a Revolve realizou US$ 14,5 milhões em investimentos minoritários e recomprou US$ 10,0 milhões em ações.
A empresa continua a investir na expansão da marca, no varejo físico e em novas categorias de produtos. Os desdobramentos recentes incluem a expansão da parceria com Kendall Jenner, que assumiu o cargo de diretora criativa global da FWRD e embaixadora da REVOLVE Los Angeles, e a nomeação de Dwyane Wade como diretor de performance para a REVOLVE Man e FWRD Man.
A Revolve também lançou uma revista anual impressa e digital, anunciou uma joint venture com Donatella Versace para criar um negócio de beleza e moda e revelou planos para sua primeira loja física permanente na Flórida, no Aventura Mall, próximo a Miami.
A apresentação apontou condições econômicas, demanda do consumidor, tarifas, inflação, gargalos na cadeia de suprimentos, tensões geopolíticas, concorrência e o custo de aquisição de clientes e mercadorias como riscos potenciais. A Revolve também observou que seus resultados podem oscilar devido à sazonalidade e a mudanças na demanda, enquanto suas iniciativas de expansão exigem gastos que podem afetar a rentabilidade e a geração de caixa no curto prazo.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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