Apollo registra prejuízo no 3T enquanto ganhos com taxas e originação atingem recordes
A Apollo Global Management registrou prejuízo líquido GAAP de US$ 1,06 bilhão no trimestre encerrado em 30 de setembro de 2026, pressionada por perdas não realizadas de marcação a mercado em Serviços de Previdência devido a juros mais altos. Em contrapartida, a gestora alcançou marcas recordes com alta de 23% nos ganhos relacionados a taxas (FRE), que somaram US$ 802 milhões, e expansão de 18% nos ativos sob gestão (AUM), totalizando US$ 1,07 trilhão. A originação atingiu recorde de US$ 114 bilhões. Os principais riscos monitorados envolvem volatilidade de juros, inflação, condições de mercado e cumprimento de exigências regulatórias rigorosas.
A Apollo Global Management registrou prejuízo líquido GAAP no terceiro trimestre, à medida que taxas de juros mais altas geraram perdas não realizadas em investimentos no seu negócio de serviços de previdência, enquanto seus ganhos operacionais com taxas, ativos sob gestão e atividade de originação atingiram níveis recordes.
A gestora de ativos alternativos apurou um prejuízo líquido atribuível aos acionistas ordinários de US$ 1,06 bilhão, ou US$ 1,78 por ação, no trimestre encerrado em 30 de setembro de 2026. O resultado contrasta com o lucro líquido de US$ 1,71 bilhão, ou US$ 2,78 por ação diluída, registrado um ano antes. A Apollo afirmou que o prejuízo mais recente foi impulsionado principalmente por perdas não realizadas de marcação a mercado em determinados investimentos do segmento de Serviços de Previdência.
O lucro líquido ajustado, principal métrica de lucro não-GAAP da Apollo, foi de US$ 1,29 bilhão, ou US$ 2,07 por ação, em comparação com US$ 1,36 bilhão, ou US$ 2,17 por ação, no mesmo período do ano anterior. Excluindo itens não recorrentes associados à revisão anual das premissas atuariais da Athene, o lucro líquido ajustado foi de US$ 1,34 bilhão, ou US$ 2,15 por ação.
A receita total caiu para US$ 4,74 bilhões, vinda de US$ 9,82 bilhões um ano antes, refletindo um prejuízo de US$ 3,42 bilhões relacionado a investimentos em Serviços de Previdência e uma perda de investimentos de US$ 188 milhões em Gestão de Ativos. A receita líquida de investimentos em Serviços de Previdência aumentou para US$ 5,70 bilhões, ante US$ 5,01 bilhões.
Ganhos com taxas e ativos atingem recordes
Os ganhos relacionados a taxas (FRE) subiram 23% na comparação anual, para o recorde de US$ 802 milhões, ou US$ 1,28 por ação. A receita relacionada a taxas aumentou 20%, para US$ 1,37 bilhão, enquanto a margem FRE expandiu 160 pontos-base, atingindo 58,4%.
As taxas de gestão cresceram 18%, para US$ 1,02 bilhão. A Apollo atribuiu o aumento ao crescimento na Athora após a aquisição da Pension Insurance Corporation, à captação institucional de terceiros e ao contínuo crescimento orgânico na Athene. As taxas de soluções de capital e outras receitas avançaram 37%, alcançando o recorde de US$ 290 milhões em cerca de 115 transações, com crédito respondendo por aproximadamente 60% da atividade e renda variável pelo restante.
A Apollo encerrou o trimestre com US$ 1,07 trilhão em ativos sob gestão (AUM), alta de 18% em relação ao ano anterior. O AUM gerador de taxas subiu 28%, para US$ 880 bilhões. O capital perpétuo representou 60% do AUM total e 70% do AUM gerador de taxas.
As entradas brutas totalizaram US$ 53 bilhões no trimestre e US$ 270 bilhões nos 12 meses anteriores. A divisão de Gestão de Ativos contribuiu com US$ 35 bilhões em entradas trimestrais, impulsionada por estratégias de crédito institucional, captação do fundo principal de private equity, Athora e Global Wealth. O segmento de Serviços de Previdência gerou US$ 19 bilhões, liderado por vendas no varejo e pela emissão de acordos de financiamento.
A originação atingiu o recorde trimestral de US$ 114 bilhões, elevando o total acumulado em 12 meses para US$ 356 bilhões. A alocação bruta de capital foi de US$ 117 bilhões no trimestre e de US$ 444 bilhões no mesmo período de 12 meses.
Ganhos de previdência refletem custos de captação mais elevados
Os ganhos relacionados ao spread (SRE) reportados caíram 3% na comparação anual, para US$ 844 milhões, ou US$ 1,35 por ação. Excluindo itens não recorrentes, o SRE aumentou 7%, atingindo o recorde de US$ 909 milhões, sustentado pelo crescimento orgânico líquido e por maiores receitas líquidas de investimentos alternativos.
O portfólio de investimentos alternativos da Athene gerou retorno de 10% no trimestre. A Apollo afirmou que a aplicação do retorno médio anual esperado de longo prazo da administração, de 11%, teria produzido US$ 54 milhões adicionais em receitas de investimentos alternativos, ressaltando que o retorno esperado pode não ser alcançado.
O spread líquido reportado estreitou para 1,06%, ante 1,24% no ano anterior, com o aumento do custo de captação. Excluindo itens não recorrentes, o spread líquido foi de 1,14%, queda de sete pontos-base em relação ao ano anterior e estável na comparação com o segundo trimestre. Os ativos médios líquidos investidos subiram 13%, para US$ 318,29 bilhões.
A Athene registrou US$ 18,75 bilhões em entradas orgânicas brutas e US$ 5,43 bilhões em fluxos líquidos durante o trimestre. As captações no varejo somaram US$ 10,36 bilhões, enquanto os acordos de financiamento contribuíram com US$ 6,24 bilhões. A Apollo descreveu o período como o terceiro maior trimestre da Athene em volume no varejo, incluindo vendas recordes de anuidades registradas atreladas a índices.
A Apollo disse que 98% do portfólio de renda fixa disponível para venda da Athene, no valor de US$ 240 bilhões, foi classificado como grau de investimento. As perdas médias anuais de crédito da carteira ao longo dos cinco anos até 2025 foram de 11 pontos-base, em comparação com os 12 pontos-base do setor citados na apresentação.
Desinvestimentos sustentam receita de investimentos próprios
A receita de investimentos próprios (principal investing) subiu 4%, para US$ 52 milhões. As taxas de performance realizadas saltaram 80%, para US$ 362 milhões, refletindo desinvestimentos em private equity, incluindo o Fund X, e receitas de performance advindas da atividade de financiamento. O benefício foi em grande parte compensado por despesas de remuneração mais elevadas no segmento de investimentos próprios.
O AUM elegível para taxa de performance aumentou 16%, para US$ 355 bilhões, enquanto o AUM gerador de taxa de performance subiu 3%, para US$ 220 bilhões. A Apollo encerrou o trimestre com US$ 82 bilhões em capital disponível (dry powder), incluindo US$ 65 bilhões com potencial de geração futura de taxas de gestão.
Os resultados dos investimentos variaram entre as estratégias. A estratégia Hybrid Value gerou retorno trimestral bruto de 4,7% e a Asset-Backed Finance obteve 1,7%, enquanto a Flagship Private Equity recuou 2,6%. As contas a receber líquidas acumuladas de taxas de performance permaneceram amplamente estáveis em US$ 1,51 bilhão.
Retornos de capital e perspectivas
A Apollo recomprou US$ 143 milhões em ações ordinárias durante o trimestre, dos quais US$ 68 milhões destinados a compensar substancialmente a diluição e US$ 75 milhões em recompras oportunistas. Nos últimos 12 meses, a empresa retornou US$ 1,5 bilhão aos acionistas por meio de dividendos e recompras oportunistas, enquanto alocou US$ 748 milhões em investimentos estratégicos voltados ao suporte do crescimento futuro.
A empresa declarou dividendo trimestral em dinheiro de US$ 0,5625 por ação ordinária, pagável em 30 de novembro aos acionistas registrados em 18 de novembro. Dividendos futuros permanecem sujeitos à aprovação do conselho de administração.
O presidente-executivo Marc Rowan afirmou que os pipelines recordes e o dinamismo dos negócios posicionam a Apollo para o que a administração espera ser um encerramento robusto de 2026 e uma base sólida para 2027. A apresentação não forneceu estimativas quantificadas (forward guidance).
A Apollo identificou riscos que incluem oscilações nas taxas de juros, inflação, condições de mercado, desdobramentos geopolíticos, captação de recursos e desempenho dos fundos, variabilidade de receita e fluxo de caixa, alavancagem, concorrência e mudanças regulatórias. O segmento de Serviços de Previdência também enfrenta riscos ligados às classificações de solidez financeira da Athene, obrigações com resseguradoras e à atuação em um setor altamente regulamentado.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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