LPA do 3T do Banc of California atinge US$ 0,46 com alta da margem financeira líquida
O Banc of California registrou lucro diluído de US$ 0,46 por ação no terceiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo anterior com receita líquida de juros de US$ 272,4 milhões, alta de 9%. A margem líquida de juros subiu para 3,34%, impulsionada pelo reposicionamento de ativos e vendas de empréstimos. Os empréstimos essenciais cresceram 8% anualizados, e os depósitos aumentaram para US$ 28,26 bilhões. O índice CET1 avançou para 9,70%. Para o quarto trimestre, o banco projeta margem líquida entre 3,35% e 3,40%, mantendo cautela quanto às taxas de juros, inflação e volatilidade no setor imobiliário comercial.
O Banc of California (NYSE: BANC) registrou lucro diluído de US$ 0,46 por ação no terceiro trimestre de 2026, com o aumento no rendimento dos ativos e os benefícios da reestruturação do balanço no segundo trimestre impulsionando a receita líquida de juros e a rentabilidade. A margem líquida de juros subiu 21 pontos-base na comparação sequencial, para 3,34%, enquanto o banco manteve sua projeção de resultado antes dos impostos e provisões para o quarto trimestre e estreitou a faixa esperada para a margem.
O lucro líquido totalizou US$ 83,1 milhões, em comparação com um prejuízo de US$ 241,3 milhões no segundo trimestre e um lucro de US$ 69,6 milhões um ano antes. O lucro líquido disponível para acionistas ordinários e equivalentes foi de US$ 73,1 milhões. O trimestre anterior incluiu perdas substanciais com títulos e custos de crédito associados ao reposicionamento estratégico.
A receita líquida de juros aumentou 9% em relação ao segundo trimestre e 7% na comparação anual, somando US$ 272,4 milhões. O rendimento médio dos ativos rentáveis subiu 25 pontos-base na comparação sequencial, para 5,43%, sustentado pelos rendimentos mais altos de títulos e empréstimos. A receita total foi de US$ 303,8 milhões, uma alta de 6% em relação tanto ao primeiro trimestre quanto ao mesmo período do ano anterior.
As despesas não decorrentes de juros caíram 2% na comparação sequencial, para US$ 185,4 milhões, ficando essencialmente estáveis em relação ao ano anterior. A queda em relação ao segundo trimestre refletiu principalmente menores avaliações regulatórias e menos despesas não recorrentes. O índice de eficiência ajustado não-GAAP melhorou para 55,47%, ante 64,01% no segundo trimestre e 58,24% um ano antes.
O resultado não-GAAP antes dos impostos e provisões atingiu US$ 118,4 milhões, uma alta de 12% frente ao primeiro trimestre e de 16% na comparação anual. O retorno sobre os ativos médios foi de 0,94%, enquanto o retorno não-GAAP sobre o patrimônio líquido tangível médio foi de 11,93%, em comparação com 9,87% no terceiro trimestre de 2025.
Reposicionamento apoia a receita de juros
O trimestre refletiu o reposicionamento pelo banco de US$ 2,3 bilhões em títulos de menor rendimento para ativos de maior rendimento. O rendimento dos títulos disponíveis para venda aumentou 23 pontos-base em relação ao segundo trimestre, para 4,58%, enquanto a duração da carteira reduziu para 3,9 anos, ante 5,0 anos no primeiro trimestre. O rendimento total dos títulos foi de 4,86%, incluindo um dividendo especial não recorrente de US$ 2,8 milhões sobre ações do Federal Home Loan Bank.
O Banc of California também concluiu a venda de cerca de US$ 525 milhões em empréstimos imobiliários comerciais adimplentes em 25 de setembro. Uma transação de empréstimo para construção inadimplente de aproximadamente US$ 300 milhões foi encerrada em 21 de outubro; esse montante incluiu US$ 235 milhões vendidos e US$ 65 milhões convertidos em financiamento permanente antes da venda. O banco espera que a conclusão das vendas de empréstimos apoie uma receita de juros maior e contribua com cerca de dois pontos-base para a margem líquida de juros do quarto trimestre.
A empresa também resgatou US$ 385 milhões em dívida subordinada que estava programada para ter sua taxa reajustada a um patamar substancialmente mais alto, evitando o que descreveu como um risco de repactuação superior a 300 pontos-base.
Empréstimos essenciais e depósitos de relacionamento crescem
Os empréstimos essenciais, uma métrica não-GAAP que exclui carteiras descontinuadas, cresceram US$ 473 milhões em relação ao segundo trimestre, atingindo US$ 24,07 bilhões, o que representa um crescimento anualizado de 8%. O total de empréstimos mantidos para investimento subiu US$ 380 milhões, para US$ 24,59 bilhões.
A originação de empréstimos e os desembolsos totalizaram US$ 2,65 bilhões, alta de 28% na comparação anual. A nova produção apresentou uma taxa média ponderada de 6,58%, 89 pontos-base acima do rendimento total da carteira. A produção foi liderada por hipotecas residenciais, financiamento de estoque (warehouse lending), financiamento de fundos e empréstimos comerciais e industriais. Empréstimos multifamiliares de taxas mais baixas e empréstimos em negócios descontinuados continuaram a se reduzir.
Os depósitos totais aumentaram para US$ 28,26 bilhões, ante US$ 28,12 bilhões no segundo trimestre. Os depósitos essenciais subiram US$ 515 milhões, para US$ 25,82 bilhões, representando 91,4% dos depósitos totais, acima dos 90,0% anteriores. Os depósitos intermediados caíram US$ 375 milhões, reduzindo a dependência do banco em relação ao financiamento no mercado atacadista.
O custo médio dos depósitos aumentou três pontos-base, para 1,83%, com as taxas de mercado mais altas sendo parcialmente compensadas pelo afastamento do financiamento intermediado. Os depósitos médios sem rendimento de juros responderam por 28,0% dos depósitos médios.
Métricas de crédito melhoram, mas valor patrimonial tangível cai
O índice de empréstimos inadimplentes caiu 12 pontos-base na comparação sequencial, para 0,72%, enquanto o índice de empréstimos classificados recuou 35 pontos-base, para 2,06%. O índice de empréstimos em atraso diminuiu de 0,72% para 0,47%. Os empréstimos sob atenção especial, no entanto, subiram 19 pontos-base, com o aumento concentrado em construção residencial e empréstimos para venture capital.
A provisão para perdas com crédito sobre empréstimos caiu para US$ 269,3 milhões, ou 1,10% dos empréstimos mantidos para investimento, ante 1,14% no segundo trimestre. O trimestre incluiu US$ 17,3 milhões em baixas líquidas para prejuízo e uma provisão para perdas com crédito de US$ 10,4 milhões, o que a empresa afirmou refletir o crescimento na carteira mantida para investimento.
O índice preliminar de capital principal (CET1) aumentou 45 pontos-base, para 9,70%, impulsionado pelos lucros e por uma menor dedução regulatória para ativos fiscais diferidos relacionados a prejuízos operacionais líquidos. Todos os índices de capital regulatório permaneceram acima dos limites para bancos bem capitalizados.
O valor patrimonial tangível por ação não-GAAP caiu para US$ 16,09, ante US$ 16,44. O banco atribuiu o recuo a maiores perdas não realizadas em títulos disponíveis para venda com a elevação das taxas de juros. A perda não realizada antes dos impostos da carteira aumentou US$ 160 milhões na comparação sequencial, para US$ 369 milhões.
Perspectivas para o quarto trimestre
O Banc of California manteve sua previsão de resultado não-GAAP antes dos impostos e provisões para o quarto trimestre de US$ 125 milhões a US$ 130 milhões, o que implica um crescimento sequencial de cerca de 6% a 10%. O banco estreitou sua faixa esperada para a margem líquida de juros de 3,30% a 3,40% para 3,35% a 3,40%.
A empresa espera agora um crescimento das despesas não decorrentes de juros para o ano todo de cerca de 1%, em comparação com sua faixa original de 3,0% a 3,5%. Sua faixa de retorno não-GAAP sobre o patrimônio líquido tangível médio para o quarto trimestre foi revisada de 11,5% a 12,5% para 12,0% a 12,5%. A previsão para o retorno sobre os ativos médios permaneceu de 0,95% a 1,00%.
A administração espera que o índice CET1 atinja de 9,8% a 9,9% no quarto trimestre, sustentado pelos lucros essenciais e pela liquidação da venda de empréstimos inadimplentes, e prevê um índice acima de 10% no primeiro trimestre de 2027.
As perspectivas permanecem sujeitas a alterações nas taxas de juros, custos e disponibilidade de depósitos, demanda por empréstimos, qualidade de crédito dos tomadores e condições do setor imobiliário comercial. Outras incertezas identificadas pelo banco incluem fraqueza econômica, inflação, mudanças regulatórias, ameaças de segurança cibernética e a possibilidade de que os benefícios esperados de seu reposicionamento estratégico não sejam totalmente concretizados.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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