Resultados do Nu no 2T26: Lucro Líquido Atinge Recorde de US$ 1,1 Bilhão
No segundo trimestre de 2026, a Nu Holdings alcançou receita bruta de quase US$ 5,9 bilhões e lucro líquido recorde de US$ 1,1 bilhão, impulsionados pela expansão da carteira de crédito e pelo ganho de clientes, que totalizaram 139 milhões. A margem de juros líquida ajustada ao risco subiu para 12,4% devido à sazonalidade favorável. Contudo, a inadimplência acima de 90 dias aumentou para 6,9% e o índice de eficiência piorou para 19,5%. Os principais riscos envolvem a qualidade do crédito em segmentos de maior risco e a execução da estratégia de captação no México.
A Nu Holdings (NYSE: NU) divulgou receita bruta de quase US$ 5,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior em base neutra de câmbio, enquanto o lucro líquido atingiu o recorde de US$ 1,1 bilhão, com avanço de 49%, no trimestre encerrado em 30 de junho de 2026. O crescimento da carteira de crédito, a migração para empréstimos sem garantia e o menor custo sazonal do crédito sustentaram margens mais amplas, embora os empréstimos inadimplentes em estágios mais avançados tenham aumentado.
Principais Resultados Financeiros
Os resultados do Nu foram elaborados segundo as normas IFRS e complementados por métricas gerenciais. O lucro bruto cresceu mais rápido do que a receita, enquanto o lucro líquido subiu 17% em relação ao trimestre anterior e ultrapassou US$ 1 bilhão pela primeira vez na história da empresa.
Os principais números trimestrais mostram melhora na rentabilidade e na dinâmica do crédito:
| Métrica | 2T26 | Variação |
|---|---|---|
| Receita bruta | Quase US$ 5,9 bilhões | +39% na comparação anual |
| Lucro bruto | US$ 2,4 bilhões | +43% na comparação anual; +25% na comparação trimestral |
| Margem financeira líquida | US$ 3,7 bilhões | +9% na comparação trimestral |
| Custo do crédito | US$ 1,7 bilhão | -9% na comparação trimestral |
| Lucro líquido | US$ 1,1 bilhão | +49% na comparação anual; +17% na comparação trimestral |
| Margem de juros líquida | 22,9% | +180 pb na comparação trimestral |
| Margem de juros líquida ajustada ao risco | 12,4% | +290 pb na comparação trimestral |
| Retorno sobre o patrimônio líquido | 33% | — |
Salvo indicação em contrário, as taxas de crescimento divulgadas pelo Nu são calculadas em base neutra de câmbio. A empresa não divulgou o LPA no comunicado fornecido.
Desempenho Operacional e Geográfico
O Nu adicionou aproximadamente 4 milhões de clientes durante o trimestre, elevando sua base global de clientes para 139 milhões. A receita média por cliente ativo atingiu cerca de US$ 17 e cresceu em relação ao trimestre anterior, enquanto a taxa de atividade mensal subiu para 83,5%.
O Brasil continuou sendo o maior mercado do Nu, com quase 118 milhões de clientes e uma taxa de atividade acima de 86% pela primeira vez. A empresa também está se expandindo para além do mercado de massa com o Ultravioleta, voltado para clientes de alta renda, e o Croma, lançado após o fechamento do trimestre, em julho, para seu segmento Super Core.
O México atingiu 15,8 milhões de clientes no final do trimestre e 16 milhões em julho, enquanto a Colômbia ultrapassou 5 milhões. A administração afirmou que as safras de clientes no México estão monetizando mais cedo do que as safras comparáveis no Brasil na mesma etapa, com ARPAC de US$ 12,3 contra US$ 5,6 no Brasil. O Nu concluiu sua transição para um banco digital completo no México com um lançamento em agosto, após o encerramento do trimestre.
Rentabilidade e Balanço Patrimonial
O índice de eficiência subiu para 19,5%, ante 17,6% no 1T26, refletindo despesas imobiliárias e de marketing que foram deslocadas para o segundo trimestre, além de investimentos contínuos na expansão internacional. Apesar do aumento na comparação trimestral, o índice permaneceu abaixo dos 21,3% registrados no 2T25.
A carteira total de crédito do Nu cresceu 37% na comparação anual e 5% na comparação trimestral, atingindo US$ 39,4 bilhões. Os cartões de crédito responderam por US$ 26,0 bilhões, os empréstimos sem garantia por US$ 10,3 bilhões e os empréstimos com garantia por US$ 3,1 bilhões.
Os depósitos cresceram 18% na comparação anual e 6% na comparação trimestral, para US$ 45,3 bilhões, recuperando-se de saídas sazonais no 1T. Os depósitos no México recuaram ligeiramente devido a uma estratégia deliberada de otimização de captação, mas a relação empréstimo/depósito permaneceu em 35%. Os custos consolidados de depósitos equivaleram a 88% das taxas interfinanceiras, três pontos percentuais abaixo do nível do ano anterior.
Crédito Sem Garantia e Normalização Sazonal Elevaram Margens, mas Inadimplência em Estágios Avançados Subiu
A expansão da carteira e uma maior proporção de crédito sem garantia impulsionaram a margem financeira líquida e a margem de juros líquida. Ao mesmo tempo, a melhora sazonal habitual na inadimplência de curto prazo no segundo trimestre reduziu o custo do crédito, permitindo que a margem de juros líquida ajustada ao risco subisse de 9,5% no 1T para 12,4%.
O índice de inadimplência de 15 a 90 dias melhorou 16 pontos-base, caindo para 4,8%, com a maior parte da melhora atribuída à sazonalidade. Esse benefício foi parcialmente compensado pela expansão intencional do Nu para segmentos de clientes de maior risco e maior retorno.
O índice de inadimplência acima de 90 dias seguiu na direção oposta, subindo 35 pontos-base para 6,9%, à medida que a inadimplência inicial do primeiro trimestre migrou para estágios mais avançados. Como resultado, a contribuição do crédito para o lucro bruto recuperou-se para 41%, enquanto as tarifas contribuíram com 25% e o float de depósitos com 34%; todos os três aumentaram em termos absolutos em dólares.
Perspectiva da Administração
A administração está utilizando o relacionamento crescente com os clientes e os dados de transações para apoiar a subscrição de crédito e a venda cruzada. O Nu declarou que os clientes que o utilizam como banco principal apresentam níveis de inadimplência que correspondem a cerca de metade da média da carteira, o que considera uma vantagem tanto de crédito quanto de crescimento.
O NuFormer, modelo proprietário de comportamento financeiro da empresa, está em produção para cartões de crédito no Brasil e no México e para empréstimos sem garantia no Brasil. Aplicações para pequenas empresas e cartões na Colômbia estão sendo testadas, enquanto agentes de IA já respondem por mais de 60% das conversas de suporte ao cliente no Brasil, em nível igual ou superior ao que a empresa descreve como paridade humana.
Transações Recentes de Insiders
Os dados de insiders fornecidos classificaram 4.556.037 ações em duas transações como compras e 321.000 ações em duas transações como vendas nos últimos seis meses. Isso resultou em um aumento líquido de 4.235.037 ações, equivalente a 4,5% da posição reportada por insiders de 98,84 milhões de ações.
Apenas quatro transações detalhadas foram incluídas nos dados fornecidos, em vez de dez:
| Data | Insider | Cargo | Transação | Valor reportado |
|---|---|---|---|---|
| 13 de julho de 2026 | Robert Philip Livingston | Diretor Financeiro | Outorga de ações a US$ 0,00 | US$ 0 |
| 15 de maio de 2026 | Anita M. Sands | Conselheira | Venda a US$ 12,24 | US$ 257.042 |
| 8 de abril de 2026 | Henrique Camossa Saldanha Fragelli | Diretor Executivo | Exercício/conversão de derivativos a US$ 0,29–US$ 0,43 | US$ 770.390 |
| 23 de março de 2026 | Cristina Helena Zingaretti Junqueira | Diretora Executiva | Venda a US$ 14,81–US$ 14,82 | US$ 4.444.162 |
Outorgas de ações e conversões de derivativos não equivalem a compras no mercado aberto; portanto, o aumento líquido de ações reportado, por si só, não estabelece a visão dos insiders sobre o valuation ou as perspectivas da empresa.
Riscos que os Investidores Devem Monitorar
- Qualidade do crédito após expansão do risco: O Nu está entrando intencionalmente em segmentos de maior risco e maior retorno e aumentando sua exposição ao crédito sem garantia. O avanço da inadimplência acima de 90 dias mostra por que os custos de crédito e a maturação dos empréstimos continuam sendo indicadores importantes.
- Pressão na eficiência operacional: O índice de eficiência piorou na comparação trimestral com a chegada de despesas diferidas de marketing e imobiliárias, somadas aos investimentos na expansão internacional. A continuidade dos gastos pode limitar a alavancagem operacional se a receita e o engajamento não crescerem em ritmo semelhante.
- Execução da captação no México: A redução deliberada nos depósitos no México está reduzindo os custos de captação, enquanto a liquidez permanece ampla. Os investidores devem monitorar se esse equilíbrio poderá ser mantido à medida que o Nu expandir a concessão de crédito e os serviços bancários completos no país.
Resumo
Os resultados do Nu no 2T26 combinaram rápido crescimento de clientes e crédito com lucro líquido recorde e margens ajustadas ao risco mais amplas. A normalização sazonal do crédito proporcionou um benefício significativo, mas o avanço da inadimplência em estágios avançados e o aumento sequencial dos gastos tornam o cenário mais complexo. Os próximos indicadores-chave serão o desempenho das safras de crédito mais recentes de maior risco, a eficiência operacional e a capacidade do Nu de converter a expansão de suas operações bancárias no México em atividade e monetização sustentáveis.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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