Uber no 2º tri de 2026: Reservas Brutas sobem 24%, acima da receita
A Uber reportou no 2º trimestre de 2026 um crescimento de 24% nas Reservas Brutas, impulsionado por recordes de engajamento de usuários. Embora a receita tenha subido 12%, mudanças no modelo de negócio impactaram sua comparação direta. A rentabilidade operacional expandiu, com lucros non-GAAP superando as reservas, refletindo a eficiência em Mobility e Delivery. Apesar do fluxo de caixa livre robusto, os investidores devem monitorar a volatilidade dos lucros GAAP devido a reavaliações de investimentos, o aumento de 18% nos custos centralizados e a persistência de prejuízos no segmento Freight.
Uber Technologies (NYSE: UBER) reportou receita de US$ 14,19 bilhões no 2º trimestre de 2026, alta de 12% em relação ao ano anterior, e EPS diluído GAAP de US$ 1,17, ante US$ 0,63 um ano antes. As Reservas Brutas e as viagens cresceram consideravelmente mais rápido que a receita, enquanto o maior lucro operacional e o fluxo de caixa livre evidenciaram a continuidade da conversão de resultados em toda a plataforma.
Dados de desempenho principais
As Reservas Brutas aumentaram 24%, apoiadas por uma alta de 18% nas viagens, para 3,87 bilhões. Os Consumidores Ativos Mensais na Plataforma cresceram 16%, para 208 milhões, enquanto as viagens mensais por consumidor aumentaram 2%, indicando que o crescimento da base de usuários foi o principal impulsionador do volume.
A receita cresceu mais lentamente porque mudanças no modelo de negócios reduziram em oito pontos percentuais suas taxas de crescimento reportado e em moeda constante. O lucro líquido GAAP avançou 77%, mas o resultado incluiu um benefício antes de impostos de US$ 1,6 bilhão proveniente da reavaliação dos investimentos de participação acionária da Uber, tornando os lucros non-GAAP uma medida mais útil do crescimento operacional subjacente no trimestre.
| Métrica | 2º tri de 2026 | 2º tri de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Reservas Brutas | US$ 58,02 bilhões | US$ 46,76 bilhões | 24% |
| Receita | US$ 14,19 bilhões | US$ 12,65 bilhões | 12% |
| Lucro operacional GAAP | US$ 1,89 bilhão | US$ 1,45 bilhão | 30% |
| Lucro líquido GAAP atribuível à Uber | US$ 2,39 bilhões | US$ 1,36 bilhão | 77% |
| EPS diluído GAAP | US$ 1,17 | US$ 0,63 | 85% |
| Lucro operacional non-GAAP | US$ 2,14 bilhões | US$ 1,53 bilhão | 40% |
| EBITDA ajustado | US$ 2,82 bilhões | US$ 2,12 bilhões | 33% |
| EPS non-GAAP | US$ 0,81 | US$ 0,60 | 35% |
| Fluxo de caixa livre | US$ 2,79 bilhões | US$ 2,48 bilhões | 13% |
Em moeda constante, as Reservas Brutas cresceram 22% e a receita aumentou 11%.
Desempenho dos negócios e segmentos
Mobility permaneceu como o maior segmento da Uber em Reservas Brutas e lucro operacional, mas sua receita ficou quase estável apesar do aumento de 22% nas reservas. Delivery registrou o crescimento mais rápido do lucro operacional entre os segmentos, enquanto Freight continuou registrando prejuízo, apesar de maiores reservas e receita.
| Segmento | Reservas Brutas no 2º tri de 2026 | Variação anual reportada | Receita no 2º tri de 2026 | Variação anual reportada | Lucro operacional (prejuízo) do segmento |
|---|---|---|---|---|---|
| Mobility | US$ 28,99 bilhões | 22% | US$ 7,36 bilhões | 1% | US$ 2,22 bilhões, alta de 28% |
| Delivery | US$ 27,46 bilhões | 26% | US$ 5,25 bilhões | 28% | US$ 1,06 bilhão, alta de 38% |
| Freight | US$ 1,57 bilhão | 25% | US$ 1,58 bilhão | 26% | (US$ 24 milhões), ante (US$ 26 milhões) |
A diferença entre o crescimento das reservas e da receita de Mobility foi a divergência mais acentuada entre os segmentos. Contudo, a Uber quantificou o impacto das mudanças no modelo de negócios apenas no nível corporativo, de modo que o efeito total de oito pontos percentuais sobre a receita não pode ser atribuído a um segmento específico com base nos dados divulgados.
O lucro operacional de Delivery cresceu mais rapidamente do que suas reservas e receita, indicando melhora na rentabilidade do segmento. O prejuízo de Freight diminuiu apenas US$ 2 milhões, o que significa que sua maior escala ainda não se traduziu em uma contribuição relevante para o lucro.
Rentabilidade, fluxo de caixa e balanço patrimonial
A margem operacional GAAP da Uber, calculada sobre a receita, expandiu para aproximadamente 13,3%, de 11,5%. O lucro operacional non-GAAP representou 3,7% das Reservas Brutas, ante 3,3%, enquanto a margem de EBITDA ajustado na mesma base subiu de 4,5% para 4,9%.
O crescimento dos lucros de Mobility e Delivery mais do que compensou os maiores gastos centralizados. Os custos de G&A corporativo e P&D da plataforma não diretamente atribuíveis aos segmentos aumentaram 18%, para US$ 1,10 bilhão, de US$ 935 milhões. A Uber também observou que o EBITDA ajustado não é mais uma métrica-chave utilizada pela administração e está sendo divulgado durante sua transição para medidas non-GAAP mais recentes.
O fluxo de caixa operacional aumentou 12%, para US$ 2,86 bilhões. Após US$ 70 milhões em investimentos de capital, o fluxo de caixa livre foi de US$ 2,79 bilhões, alta de 13%. A Uber encerrou o trimestre com US$ 5,4 bilhões em caixa sem restrições, equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo, e recomprou US$ 518 milhões em ações ordinárias durante o trimestre.
O número médio ponderado de ações diluídas caiu para aproximadamente 2,05 bilhões, de 2,13 bilhões. Essa redução ajudou o EPS GAAP a crescer mais rapidamente que o lucro líquido, embora o benefício da reavaliação dos investimentos de participação acionária tenha permanecido como o maior fator por trás do aumento dos lucros GAAP.
Projeções para o 3º trimestre de 2026
As projeções da Uber para o 3º trimestre preveem a continuidade do crescimento de dois dígitos da plataforma e outro período em que o EPS non-GAAP aumentará mais rapidamente que as Reservas Brutas. Espera-se que o câmbio reduza o crescimento reportado das Reservas Brutas em aproximadamente um ponto percentual.
| Métrica | Projeções para o 3º tri de 2026 | Base de comparação anual |
|---|---|---|
| Reservas Brutas | US$ 58,25 bilhões a US$ 60,25 bilhões | Crescimento de 18% a 22% em moeda constante |
| EPS non-GAAP | US$ 0,84 a US$ 0,88 | Crescimento de 28% a 35% |
| EBITDA ajustado | US$ 2,86 bilhões a US$ 2,96 bilhões | Não informado |
Perspectiva da administração
O CEO Dara Khosrowshahi enfatizou os níveis recordes de consumidores e engajamento, observando que a Uber adicionou mais usuários de primeira vez nos 12 meses anteriores do que em qualquer período comparável dos últimos cinco anos. A administração planeja continuar investindo em sua estratégia entre plataformas e na plataforma de veículos autônomos.
O CFO Balaji Krishnamurthy destacou a conversão do crescimento da receita em lucros e fluxo de caixa. O fluxo de caixa livre dos últimos 12 meses superou US$ 10 bilhões pela primeira vez, proporcionando capacidade para investimentos, oportunidades estratégicas e redução contínua da quantidade de ações.
Riscos a monitorar pelos investidores
- Comparabilidade da receita: As mudanças no modelo de negócios reduziram o crescimento da receita no 2º trimestre em oito pontos percentuais. Mudanças contínuas podem fazer com que as tendências da receita divirjam das Reservas Brutas e dificultar comparações entre períodos.
- Volatilidade dos lucros GAAP: O benefício antes de impostos de US$ 1,6 bilhão da reavaliação dos investimentos de participação acionária elevou materialmente o lucro líquido e o EPS do 2º trimestre. Mudanças futuras de avaliação podem criar ganhos ou perdas não relacionados às operações principais.
- Crescimento dos custos centralizados: Os custos de G&A corporativo e P&D da plataforma aumentaram 18%. Caso essas despesas continuem crescendo mais rapidamente que o lucro dos segmentos, poderão limitar a alavancagem operacional em toda a empresa.
- Rentabilidade de Freight: As reservas e a receita de Freight cresceram cerca de 25%, mas o segmento ainda registrou prejuízo operacional de US$ 24 milhões.
- Pressão cambial: A Uber espera que movimentos de câmbio reduzam o crescimento reportado das Reservas Brutas no 3º trimestre em aproximadamente um ponto percentual.
Resumo
Os resultados da Uber no 2º trimestre de 2026 combinaram crescimento de 24% nas Reservas Brutas com aumentos mais rápidos no lucro operacional e no EPS non-GAAP, mesmo com as mudanças no modelo de negócios limitando o crescimento reportado da receita. Mobility e Delivery geraram maior lucro por segmento, o fluxo de caixa livre permaneceu substancial, e as projeções para o 3º trimestre apontam para a continuidade da expansão de dois dígitos da plataforma. As principais questões a monitorar são a diferença entre reservas e receita, o crescimento dos custos centralizados, os prejuízos contínuos de Freight e o efeito das reavaliações de investimentos sobre os lucros GAAP.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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