tradingkey.logo
tradingkey.logo
Pesquisar

Emissões de GEE da Petrobras caem 28,6% entre 2015 e 2023, aponta Ineep

TradingKey
AutorTony
29 de ago de 2024 às 06:47
facebooktwitterlinkedin
Ver todos os comentários0

- A Petrobras reduziu suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 28,6% entre 2015 e 2023.

- A empresa adotou técnicas como captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) para melhorar a descarbonização.

- Apesar dos avanços, 90,5% das emissões da Petrobras vêm de fontes indiretas (Escopo 3), difíceis de controlar sem políticas públicas específicas.


A Petrobras (BVMF:PETR4) conseguiu reduzir aproximadamente 28,6% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em suas operações de exploração e produção entre 2015 e 2023, de acordo com dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Esta redução deve-se a melhorias operacionais e tecnológicas, incluindo a diminuição de queimas em flaring, venting e emissões fugitivas.

Em 2015, a intensidade média de emissões de GEE por barril equivalente de petróleo produzido pela Petrobras era de 19,9 quilos de gás carbônico equivalente (KgCO2e/boe). Em 2023, essa média caiu para 14,2 KgCO2e/boe. A redução foi possível graças à modernização dos processos operacionais da empresa.

O Ineep destacou que a Petrobras está avançando em outras estratégias de descarbonização, como a implementação de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS). Esta técnica separa o CO2 do gás natural, reinjetando-o nos reservatórios, o que ajuda a descarbonizar as atividades da empresa e a manter a pressão interna dos reservatórios, aumentando a produtividade.

Em 2023, a Petrobras alcançou a marca de 7,2 bilhões de m³ de CO2 reinjetados, sendo que 99% dessa reinjeção ocorreu nas operações do pré-sal da bacia de Santos. Além disso, a empresa tem projetos de CCUS em menor escala nas bacias de Campos, Solimões e Recôncavo.

No entanto, o Ineep destacou que a maioria das emissões da Petrobras (90,5%) são indiretas, classificadas como Escopo 3, o que torna difícil o controle sem políticas públicas específicas. Estas emissões dependem de terceiros e são influenciadas por diretrizes político-econômicas e incentivos à descarbonização e à geração de energia limpa e renovável.

"O poder de atuação das empresas petrolíferas no Escopo 3 é limitado, devido à natureza abrangente e indireta das emissões associadas a essa categoria", explicou o Ineep. A transição energética e a redução das emissões do Escopo 3 exigem uma articulação complexa com políticas públicas.

Revisado porTony
Aviso legal: o conteúdo deste artigo representa apenas as opiniões pessoais do autor e não reflete a posição oficial do TradingKey. Portanto, não deve ser considerado uma recomendação de investimento. O artigo destina-se apenas a fins de referência, e os leitores não devem basear nenhuma decisão de investimento apenas em seu conteúdo. A TradingKey não se responsabiliza por quaisquer resultados de negociação decorrentes das informações contidas neste artigo. Além disso, a Tradingkey não pode garantir a precisão do conteúdo do artigo. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é aconselhável consultar um consultor financeiro independente para entender completamente os riscos associados.

Comentários (0)

Clique no botão $, digite o código do ativo e selecione para vincular uma ação, ETF ou outro ticker.

0/500
Diretrizes de comentários
Carregando...

Artigos recomendados

Ata do FOMC: Fed muda para postura neutra de observação, alguns dirigentes veem necessidade de subir juros, riscos de alta na inflação tornam-se o conflito central

O Federal Reserve divulgou em 8 de julho a ata de sua reunião de política monetária do FOMC de 16 e 17 de junho. O documento mostra que a política do Fed migrou completamente para uma postura neutra de observação ("esperar para ver"), com os riscos de alta para a inflação tornando-se a contradição central. Esta reunião do FOMC enviou um sinal claro de que o Fed se afastou totalmente de seu viés unilateral anterior de corte de juros e entrou em um período de observação de política flexível e de mão dupla. A resiliência da inflação acima do esperado e a ampliação de seu escopo são as razões centrais para essa mudança de política, enquanto a resiliência do emprego e do crescimento oferece margem para ajustes flexíveis na política monetária. As autoridades confirmaram uma nova alta na inflação, observando que as pressões não estão mais limitadas a fatores exógenos, como energia e tarifas. Em vez disso, os aumentos de preços se espalharam por uma ampla gama de categorias, incluindo transportes, passagens aéreas e petróleo, com a inflação de serviços (excluindo habitação) apresentando quase nenhuma melhora. No curto prazo, à medida que o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz se recuperar e os efeitos marginais das tarifas diminuírem, espera-se que a inflação decline gradualmente.
tradingkey.logo
* Referências, análises e estratégias de negociação são fornecidas pela Trading Central, e o ponto de vista é baseado na avaliação e no julgamento independentes do analista, sem considerar os objetivos de investimento e a situação financeira dos investidores.
Aviso de risco: Nosso site e aplicativo móvel fornecem apenas informações gerais sobre determinados produtos de investimento. A Finsights não oferece, e o fornecimento de tais informações não deve ser interpretado como se a Finsights estivesse oferecendo, aconselhamento financeiro ou recomendação para qualquer produto de investimento.
Os produtos de investimento estão sujeitos a riscos significativos, incluindo a possível perda do valor investido e podem não ser adequados para todos. O desempenho passado dos produtos de investimento não é indicativo de seu desempenho futuro.
A Finsights pode permitir que anunciantes ou afiliados realizem, ou forneçam anúncios em nosso site, ou aplicativo móvel, ou em qualquer parte deles e pode ser compensada por eles com base em sua interação com os anúncios.
 © Copyright: FINSIGHTS MEDIA PTE. LTD. Todos os direitos reservados.