tradingkey.logo
tradingkey.logo
Pesquisar

Economistas Pedem Colaboração entre Governo e Banco Central para Controlar Inflação e Estabilizar Dívida Pública

TradingKey28 de abr de 2025 às 09:06
facebooktwitterlinkedin
Ver todos os comentários0
  • Economistas defendem que o governo deve colaborar com o Banco Central para controlar a inflação, mantendo os juros no menor nível possível.
  • A política fiscal expansionista tem comprometido a eficácia da política monetária, dificultando o controle da inflação e gerando preocupação com o crescimento da dívida pública.
  • Sinais de compromisso com o ajuste fiscal são essenciais para recuperar a credibilidade econômica e reduzir os prêmios de risco.

Economistas consultados pelo Estadão Conteúdo ressaltam a necessidade de o governo colaborar com o Banco Central (BC) para controlar a inflação sem aumentar excessivamente a taxa Selic. A política monetária tem como objetivo a estabilidade de preços, não a dívida, e o governo pode ajudar ao adotar medidas fiscais que não exijam aumentos excessivos nos juros. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é um defensor dessa abordagem.

Nos últimos anos, estímulos fiscais seguidos por medidas de crédito ajudaram a sustentar o consumo, comprometendo, assim, a eficácia da política monetária. Isso tem forçado o BC a elevar mais os juros para conter a inflação, o que, por sua vez, impacta negativamente o serviço da dívida pública. Para gerenciar essa questão, o BC realiza operações compromissadas para reduzir a liquidez, o que influencia a dívida pública.

Economistas do BTG Pactual, liderados por Mansueto Almeida, projetam que, com um superávit primário de 2% do PIB, a dívida pública poderia estabilizar em 90% até 2034. Sem poupança para pagar juros, a expectativa é que a dívida continue a crescer, ultrapassando 93% do PIB em 2033. Jeferson Bittencourt, do ASA, reforça que sem um superávit primário, a dívida cresceria rapidamente.

Mario Mesquita, do Itaú Unibanco, sugere que o retorno ao teto de gastos ajudaria a controlar os juros. Armínio Fraga, ex-presidente do BC, propôs congelar o salário mínimo por seis anos para conter gastos. Após o impeachment de Dilma Rousseff, o teto de gastos ajudou a reduzir os juros de 8,37% do PIB em 2015 para menos de 6% em 2018. Contudo, o atual governo descarta essa abordagem devido a limitações orçamentárias.

A continuidade de um gasto público superior à arrecadação por mais três anos, sem medidas estruturais, dificulta a criação de superávits primários. Um ajuste fiscal superior a R$ 300 bilhões seria necessário para conter a dívida. Ainda assim, uma sinalização clara de compromisso com o ajuste fiscal ajudaria a reconquistar a confiança do mercado e reduzir os prêmios de risco.

Pedro Schneider, do Itaú Unibanco, observa que juros menores dependem de um governo que gasta menos. A falta de credibilidade fiscal agrava a situação, tornando necessário um ambiente de confiança para que as taxas de juros caiam.

Felipe Salto, da Warren Investimentos, destaca que a emissão de títulos pós-fixados pelo Tesouro tem ajudado a financiar o governo, mas também pressiona a política monetária, exigindo juros mais altos para equilibrar a demanda. A gestão da dívida pública depende do avanço na agenda de ajuste fiscal, para melhorar prazos e reduzir custos médios, aponta Salto.

Revisado porJane Zhang
Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

Comentários (0)

Clique no botão $, digite o código do ativo e selecione para vincular uma ação, ETF ou outro ticker.

0/500
Diretrizes de comentários
Carregando...

Artigos recomendados

tradingkey.logo
* Referências, análises e estratégias de negociação são fornecidas pela Trading Central, e o ponto de vista é baseado na avaliação e no julgamento independentes do analista, sem considerar os objetivos de investimento e a situação financeira dos investidores.
Aviso de risco: Nosso site e aplicativo móvel fornecem apenas informações gerais sobre determinados produtos de investimento. A Finsights não oferece, e o fornecimento de tais informações não deve ser interpretado como se a Finsights estivesse oferecendo, aconselhamento financeiro ou recomendação para qualquer produto de investimento.
Os produtos de investimento estão sujeitos a riscos significativos, incluindo a possível perda do valor investido e podem não ser adequados para todos. O desempenho passado dos produtos de investimento não é indicativo de seu desempenho futuro.
A Finsights pode permitir que anunciantes ou afiliados realizem, ou forneçam anúncios em nosso site, ou aplicativo móvel, ou em qualquer parte deles e pode ser compensada por eles com base em sua interação com os anúncios.
 © Copyright: FINSIGHTS MEDIA PTE. LTD. Todos os direitos reservados.