VAALCO no 2º tri de 2026: receita sobe 39% e lucro avança
A VAALCO Energy reportou receita de US$ 135,2 milhões no 2º trimestre de 2026, alta anual de 39% impulsionada por preços realizados 47% maiores. O lucro líquido GAAP de US$ 42,4 milhões beneficiou-se de ganhos não realizados com derivativos, enquanto o lucro ajustado foi marginalmente negativo. Apesar do EBITDAX subir 10%, a alavancagem aumentou devido a investimentos de capital de US$ 103,6 milhões, elevando a dívida líquida para US$ 146,6 milhões. A empresa mantém metas anuais, com foco na retomada da produção na Côte d’Ivoire para sustentar o crescimento esperado no 3º trimestre, monitorando custos unitários e execução de projetos.
VAALCO Energy (NYSE: EGY) reportou receita de US$ 135,2 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 39% ante US$ 96,9 milhões um ano antes, enquanto o EPS diluído avançou de US$ 0,08 para US$ 0,39. Os preços realizados mais altos impulsionaram a melhora anual, enquanto o calendário de carregamentos no Gabão sustentou a recuperação sequencial. No entanto, um grande ganho não realizado com derivativos elevou materialmente o lucro líquido GAAP, e os altos investimentos de capital aumentaram a alavancagem.
Dados centrais de resultados
A receita aumentou mesmo com a queda de 8% nas vendas de volumes NRI em relação ao ano anterior, para 1,621 milhão de BOE, principalmente em razão da venda dos ativos canadenses. O preço médio realizado das commodities subiu 47%, para US$ 80,77 por BOE, compensando mais do que integralmente a queda dos volumes.
O lucro operacional mais do que dobrou, pois a receita mais alta e a forte redução da despesa de exploração superaram os aumentos nos custos de produção, na exaustão e nas despesas administrativas. O EBITDAX ajustado subiu de forma mais moderada do que os lucros GAAP, porque a medida não GAAP exclui ganhos não realizados com derivativos.
| Métrica | 2º tri de 2026 | 2º tri de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Receita | US$ 135,2 milhões | US$ 96,9 milhões | +39% |
| Lucro operacional | US$ 43,6 milhões | US$ 17,2 milhões | Aproximadamente +154% |
| Margem operacional | Aproximadamente 32,3% | Aproximadamente 17,7% | +14,5 pontos percentuais |
| Lucro líquido | US$ 42,4 milhões | US$ 8,4 milhões | Aproximadamente +407% |
| EPS diluído | US$ 0,39 | US$ 0,08 | Aproximadamente +388% |
| Lucro líquido ajustado (prejuízo) | (US$ 0,3 milhão) | US$ 2,3 milhões | NM |
| EBITDAX ajustado | US$ 54,8 milhões | US$ 49,9 milhões | +10% |
| Despesas de capital em regime de caixa | US$ 103,6 milhões | US$ 45,9 milhões | Aproximadamente +126% |
O lucro líquido ajustado e o EBITDAX ajustado são medidas não GAAP. “NM” indica que a variação percentual não é significativa porque o resultado passou de lucro para prejuízo.
Desempenho dos negócios e regional
O Gabão gerou US$ 91,8 milhões em receita líquida, ante US$ 21,4 milhões no 1º trimestre de 2026, com o aumento sequencial refletindo principalmente dois carregamentos de petróleo durante o trimestre. A produção por participação média foi de 9.353 BOEPD, acima dos 8.563 BOEPD de um ano antes. O poço de desenvolvimento Ebouri-5H iniciou a produção em junho, enquanto um novo poço de fornecimento de gás está sendo utilizado para reduzir a dependência de diesel de maior custo transportado para operações offshore.
O Egito contribuiu com US$ 43,4 milhões em receita líquida, ante US$ 38,9 milhões no trimestre anterior. A produção por participação média foi de 11.282 BOEPD, comparada a 10.929 BOEPD no 2º trimestre de 2025. A VAALCO retomou a perfuração em maio, colocou o poço de desenvolvimento HE-9 em operação no início de junho e concluiu dois poços de desenvolvimento adicionais em julho.
A Côte d’Ivoire registrou produção, mas nenhuma receita de vendas no 2º trimestre. A produção no campo de Baobab foi retomada em junho após a reforma da FPSO, mas o primeiro carregamento de petróleo bruto de 2026 estava programado para agosto. Essa diferença de calendário é importante porque a produção pode aumentar antes que os barris correspondentes apareçam nas vendas e receitas reportadas.
O Canadá não contribuiu com produção ou receita no 2º trimestre após a alienação realizada em fevereiro de 2026. A ausência dos ativos canadenses foi a principal razão pela qual o volume total de vendas NRI permaneceu abaixo do trimestre do ano anterior.
Rentabilidade, fluxo de caixa e balanço patrimonial
A despesa de produção aumentou 13%, para US$ 45,5 milhões, enquanto a despesa de produção por BOE subiu 23%, para US$ 28,06. A depreciação, exaustão e amortização aumentou 21%, para US$ 34,3 milhões. A despesa de G&A, excluindo a remuneração baseada em ações, avançou 35%, para US$ 9,6 milhões, principalmente devido a honorários não recorrentes de serviços jurídicos e profissionais.
Esses aumentos foram parcialmente compensados pela queda da despesa de exploração, de US$ 2,5 milhões no 2º trimestre de 2025 para US$ 0,1 milhão. A comparação com o 1º trimestre de 2026 foi ainda mais acentuada porque aquele trimestre incluiu US$ 22,4 milhões em despesas de exploração, em grande parte relacionadas a dados sísmicos e a um poço de exploração offshore malsucedido no Gabão.
A VAALCO investiu US$ 103,6 milhões em regime de caixa durante o 2º trimestre, abaixo de sua faixa trimestral de guidance de US$ 110 milhões a US$ 130 milhões. Os gastos cobriram perfurações no Gabão e no Egito, a reforma e reconexão da FPSO de Baobab e os preparativos para o programa de perfuração na Côte d’Ivoire.
O fluxo de caixa operacional trimestral não foi divulgado. Nos primeiros seis meses de 2026, o fluxo de caixa operacional foi de US$ 34,5 milhões, as despesas com propriedades e equipamentos totalizaram US$ 181,6 milhões, e a medida não GAAP de fluxo de caixa livre da companhia foi negativa em US$ 15,1 milhões.
Em 30 de junho, caixa e equivalentes de caixa somavam US$ 30,4 milhões, abaixo dos US$ 58,9 milhões no fim de 2025. A dívida de longo prazo aumentou de US$ 60,0 milhões para US$ 177,0 milhões, elevando a dívida líquida de US$ 1,1 milhão para US$ 146,6 milhões. A VAALCO tinha aproximadamente US$ 123,0 milhões de liquidez remanescente em sua linha de crédito baseada em reservas. As contas a receber comerciais no Egito melhoraram de US$ 31,6 milhões no fim de 2025 para US$ 12,9 milhões, apoiando parcialmente a liquidez do capital de giro.
A companhia manteve seu dividendo trimestral em US$ 0,0625 por ação, com o próximo pagamento programado para 22 de setembro de 2026.
Ganhos não realizados com hedge explicaram a diferença entre o lucro GAAP e o ajustado
O lucro líquido GAAP de US$ 42,4 milhões da VAALCO incluiu um ganho líquido de US$ 18,7 milhões com instrumentos derivativos. Esse valor consistiu em um ganho não realizado de US$ 43,7 milhões decorrente de mudanças no valor dos contratos de commodities, parcialmente compensado por uma perda realizada de US$ 25,0 milhões em contratos que venceram durante o trimestre.
Após excluir o ganho não realizado com derivativos e outros ajustes, a VAALCO registrou prejuízo líquido ajustado de US$ 0,3 milhão. Isso cria uma diferença substancial entre o lucro GAAP reportado e a medida de lucro líquido ajustado da companhia. O EBITDAX ajustado ainda aumentou 10%, para US$ 54,8 milhões, indicando que os preços mais altos das commodities melhoraram o desempenho operacional mesmo sem o benefício não realizado do hedge.
Projeções
A VAALCO reiterou as faixas anuais de produção e vendas que havia elevado em maio em 8% e 12%, respectivamente, em seus pontos médios. A projeção anual de capital permaneceu inalterada apesar das perfurações adicionais no Egito. Espera-se que a produção do 3º trimestre se beneficie de um trimestre completo da produção da Côte d’Ivoire, enquanto as vendas devem incluir o primeiro carregamento de Baobab de 2026.
| Métrica | Projeção mais recente | Comparação ou status |
|---|---|---|
| Produção NRI no 3º tri | 19.600–21.600 BOEPD | Ponto médio aproximadamente 23% acima da produção efetiva do 2º tri |
| Volume de vendas NRI no 3º tri | 17.200–18.900 BOEPD | Leve aumento no ponto médio em relação às vendas diárias do 2º tri |
| Despesas de capital no 3º tri | US$ 75–US$ 115 milhões | O valor efetivo no 2º tri foi de US$ 103,6 milhões |
| Produção NRI no ano fiscal de 2026 | 17.500–19.400 BOEPD | Faixa elevada em maio foi reiterada |
| Volume de vendas NRI no ano fiscal de 2026 | 17.100–20.050 BOEPD | Faixa elevada em maio foi reiterada |
| Despesas de capital no ano fiscal de 2026 | US$ 290–US$ 360 milhões | Inalterada |
A execução na Côte d’Ivoire é central para o aumento no 3º trimestre. As projeções pressupõem um trimestre completo de produção retomada em Baobab e um carregamento em agosto, enquanto se espera que a próxima campanha de perfuração comece em setembro.
Riscos que os investidores precisam acompanhar
- Intensidade de capital e alavancagem: O investimento do primeiro semestre excedeu materialmente o fluxo de caixa operacional, enquanto a dívida líquida subiu para US$ 146,6 milhões. A execução contínua das perfurações afetará futuras necessidades de endividamento e liquidez.
- Exposição a hedge: O 2º trimestre incluiu uma perda realizada de US$ 25,0 milhões com derivativos. Os collars existentes para 2026 também podem limitar o potencial de alta nos barris protegidos quando os preços do petróleo excedem seus níveis de teto.
- Calendários de carregamento: O momento dos carregamentos offshore de petróleo pode criar diferenças significativas entre produção, vendas e receita reportada, como observado no Gabão e na Côte d’Ivoire.
- Execução de projetos: A projeção de produção para o 3º trimestre depende fortemente da continuidade das operações em Baobab, enquanto a VAALCO executa simultaneamente programas de perfuração no Gabão, Egito e Côte d’Ivoire.
- Custos unitários mais altos: A despesa de produção por BOE subiu 23% em relação ao ano anterior, enquanto as despesas de exaustão e administrativas também aumentaram. O crescimento contínuo dos custos pode compensar parte do benefício de maior produção ou preços mais elevados.
Resumo
A receita e o lucro operacional da VAALCO no 2º trimestre de 2026 melhoraram, pois os preços realizados mais altos do petróleo compensaram mais do que integralmente os menores volumes de vendas em relação ao ano anterior. O calendário de carregamentos no Gabão impulsionou a recuperação sequencial, enquanto a retomada na Côte d’Ivoire posiciona a produção para aumentar no 3º trimestre. Os principais pontos a acompanhar são a diferença entre os lucros GAAP e ajustados, a execução do programa de capital, a conversão de maior produção em vendas e o impacto do investimento sustentado sobre o balanço patrimonial.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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