Sweetgreen no 2º tri fiscal de 2026: vendas comparáveis caem 6,2%
A Sweetgreen registrou alta de 3,8% na receita no 2º trimestre fiscal de 2026 (US$ 192,7 milhões), impulsionada por novas unidades, apesar da queda de 6,2% nas vendas em mesmas lojas. A lucratividade foi pressionada por maiores custos operacionais, reduzindo a margem em nível de restaurante para 13,1%. O EBITDA ajustado tornou-se negativo. As perspectivas para o ano foram reduzidas devido a um surto de ciclosporíase, que impactou a demanda por alimentos frescos. A estratégia atual foca na eficiência operacional e na recuperação de margens em meio a incertezas sobre o ritmo de retomada do consumo.
Sweetgreen (NYSE: SG) reportou receita de US$ 192,7 milhões no 2º trimestre fiscal de 2026, alta de 3,8% em relação ao ano anterior, enquanto o prejuízo líquido diluído por ação aumentou para US$ 0,22, ante US$ 0,20. Nas 13 semanas encerradas em 28 de junho de 2026, a receita de restaurantes mais novos compensou a queda nas vendas comparáveis, mas a margem em nível de restaurante recuou cerca de 600 pontos-base e o EBITDA ajustado tornou-se ligeiramente negativo.
Principais resultados financeiros
Os novos restaurantes mantiveram o crescimento da receita total apesar de uma queda de 6,2% nas vendas em mesmas lojas. A rentabilidade enfraqueceu porque os custos operacionais dos restaurantes cresceram mais rápido do que a receita, com o lucro em nível de restaurante caindo US$ 9,9 milhões.
| Métrica | 2º tri fiscal de 2026 | 2º tri fiscal de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Receita | US$ 192,7 milhões | US$ 185,6 milhões | +3,8% |
| Variação das vendas em mesmas lojas | (6,2)% | (7,6)% | Melhora de 1,4 ponto percentual |
| Prejuízo operacional | (US$ 27,4 milhões) | (US$ 26,4 milhões) | Prejuízo aumentou US$ 1,0 milhão |
| Margem operacional | (14,2)% | (14,2)% | Inalterada |
| Lucro em Nível de Restaurante | US$ 25,2 milhões | US$ 35,1 milhões | Queda de US$ 9,9 milhões |
| Margem de Lucro em Nível de Restaurante | 13,1% | 18,9% | Queda de 5,8 pontos percentuais |
| Prejuízo líquido | (US$ 26,3 milhões) | (US$ 23,2 milhões) | Prejuízo aumentou US$ 3,1 milhões |
| Prejuízo diluído por ação | (US$ 0,22) | (US$ 0,20) | Prejuízo aumentou US$ 0,02 |
| EBITDA ajustado | (US$ 0,2 milhão) | US$ 6,4 milhões | Queda de US$ 6,6 milhões |
O Lucro em Nível de Restaurante e o EBITDA ajustado são medidas não GAAP. O prejuízo operacional, o prejuízo líquido e o prejuízo diluído por ação são reportados segundo o GAAP.
Novos restaurantes impulsionaram o crescimento enquanto a demanda em lojas comparáveis permaneceu fraca
Restaurantes abertos durante ou após o trimestre do ano anterior geraram US$ 18,4 milhões em receita incremental. Essa contribuição mais do que compensou uma queda de US$ 11,2 milhões na receita de restaurantes comparáveis, permitindo o avanço da receita consolidada mesmo com as unidades já estabelecidas sob pressão.
A queda de 6,2% nas vendas em mesmas lojas foi composta por redução de 2,0% no tráfego e queda de 4,2% atribuída ao mix de produtos. A Sweetgreen afirmou que a redução no mix refletiu o aumento da atividade promocional, uma migração para wraps e a retirada das ripple fries. A companhia abriu dois novos restaurantes líquidos no trimestre, ante nove um ano antes.
A penetração do canal digital continuou a aumentar. A receita digital total representou 66,3% das vendas, ante 60,8%, enquanto a receita digital própria subiu para 38,8%, de 33,4%. A métrica digital própria da Sweetgreen inclui transações qualificadas realizadas nas lojas por meio de seu programa de fidelidade.
Pressão nos custos dos restaurantes compensou menores despesas corporativas
Os custos operacionais totais dos restaurantes aumentaram para 86,9% da receita, ante 81,1%. Os custos de alimentos, bebidas e embalagens subiram para 29,8% da receita, de 27,7%, enquanto os custos de mão de obra aumentaram para 29,2%, de 27,5%. Os custos de ocupação e outros custos operacionais dos restaurantes também consumiram parcelas maiores da receita.
A administração atribuiu a contração da margem em nível de restaurante às vendas negativas em mesmas lojas, ao maior uso de ingredientes, aos investimentos nas porções de frango e tofu e ao aumento da atividade promocional. Esses fatores reduziram a Margem de Lucro em Nível de Restaurante para 13,1%, de 18,9%.
As menores despesas corporativas proporcionaram uma compensação parcial. As despesas gerais e administrativas caíram para US$ 29,7 milhões, ou 15,4% da receita, de US$ 34,5 milhões, ou 18,6%. A redução incluiu US$ 2,8 milhões a menos em remuneração baseada em ações e redução de US$ 1,2 milhão em salários e benefícios da administração. Os custos de impairment e fechamento também caíram para US$ 2,2 milhões, de US$ 5,3 milhões, ajudando a manter a margem operacional inalterada em 14,2% negativos, apesar da piora da economia dos restaurantes.
Em 28 de junho de 2026, a Sweetgreen tinha US$ 142,6 milhões em caixa e equivalentes de caixa, em comparação com US$ 89,2 milhões em 28 de dezembro de 2025. Os passivos totais diminuíram ligeiramente para US$ 428,0 milhões, de US$ 432,0 milhões, no mesmo período.
Projeções para o ano fiscal de 2026
A Sweetgreen atualizou suas perspectivas para o ano fiscal de 2026 após a redução da demanda por alimentos frescos preparados na sequência de um surto multirregional de ciclosporíase iniciado em meados de julho. Como o surto começou após o encerramento do trimestre reportado, seu principal efeito financeiro divulgado recai sobre as perspectivas futuras; a administração afirmou que o ritmo e o momento da recuperação da demanda permanecem incertos.
| Métrica | Perspectiva atualizada para 2026 |
|---|---|
| Aberturas líquidas de novos restaurantes | Aproximadamente 13 |
| Variação das vendas em mesmas lojas | (8,0)% a (7,0)% |
| Margem de Lucro em Nível de Restaurante | 10,5% a 11,0% |
| EBITDA ajustado | (US$ 27,0 milhões) a (US$ 23,0 milhões) |
Cerca de metade dos novos restaurantes planejados deve contar com Infinite Kitchen. As projeções de Margem de Lucro em Nível de Restaurante e EBITDA ajustado são não GAAP e não foram reconciliadas às medidas GAAP comparáveis devido à incerteza em torno de possíveis ajustes.
Visão da administração
O CEO Jonathan Neman reconheceu que os resultados trimestrais ficaram abaixo dos objetivos da empresa, mas afirmou que os clientes estavam respondendo aos wraps, a execução nos restaurantes estava melhorando e as transações se fortaleceram ao longo do trimestre. As prioridades declaradas da administração são melhorar a experiência dos clientes, atrair mais consumidores e reconstruir a rentabilidade em nível de restaurante.
Transações recentes de insiders
Durante o período de seis meses reportado, insiders compraram 975.478 ações em 12 transações e venderam 16.439 ações em duas transações, resultando em compras líquidas de 959.039 ações. As participações totais de insiders foram reportadas em 4,15 milhões de ações.
Entre as transações mais recentes com valores monetários divulgados, dois executivos realizaram vendas diretas em maio, enquanto Goldman Sachs Group, identificado como beneficiário efetivo de mais de 10% de uma classe de valores mobiliários, efetuou uma compra indireta em abril.
| Data | Insider | Cargo | Transação | Preço por ação | Valor reportado |
|---|---|---|---|---|---|
| 18 de maio de 2026 | Jamie McConnell | Chief Financial Officer | Venda direta | US$ 8,00 | US$ 11.208 |
| 18 de maio de 2026 | Jason Miles Cochran | Chief Operating Officer | Venda direta | US$ 7,99 | US$ 120.158 |
| 7 de abril de 2026 | Goldman Sachs Group, Inc. | Beneficiário efetivo acima de 10% | Compra indireta | US$ 5,61–US$ 5,72 | US$ 3.382.595 |
Sete diretores também receberam prêmios em ações em 11 de junho de 2026, ao preço reportado de US$ 0 por ação, mas os dados fornecidos não informaram a quantidade de ações concedidas.
Riscos que os investidores devem monitorar
- Pressão sobre a demanda relacionada ao surto: O surto de ciclosporíase reduziu a demanda por alimentos frescos preparados, e a administração ainda não consegue determinar o momento ou o ritmo da recuperação.
- Fraqueza persistente nas lojas comparáveis: As vendas em mesmas lojas permaneceram negativas devido ao menor tráfego e ao mix de produtos. A continuidade das promoções poderia sustentar as transações, ao mesmo tempo que pressiona o mix de receita e as margens.
- Pressão nos custos em nível de restaurante: O maior uso de ingredientes, as porções maiores de frango e tofu e o aumento das promoções contribuíram para a queda de cerca de 600 pontos-base na margem.
- Prejuízos contínuos: O EBITDA ajustado passou de US$ 6,4 milhões positivos para ligeiramente negativo no trimestre, enquanto a perspectiva atualizada para o ano completo prevê prejuízo de EBITDA ajustado entre US$ 23 milhões e US$ 27 milhões.
Resumo
Os novos restaurantes da Sweetgreen sustentaram um crescimento modesto da receita no 2º trimestre fiscal de 2026, mas a queda nas vendas em mesmas lojas e os maiores custos dos restaurantes enfraqueceram a rentabilidade. Menores despesas corporativas e de impairment evitaram nova deterioração da margem operacional, porém a compressão da margem em nível de restaurante e a redução da demanda relacionada ao surto agora definem as perspectivas de curto prazo. Os principais indicadores a monitorar são o tráfego em lojas comparáveis, a intensidade das promoções, o uso de ingredientes e o progresso na restauração da rentabilidade em nível de restaurante.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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