Urban One no 2º tri fiscal de 2026: receita cai 6,4% e EBITDA recua
A Urban One reportou receita de US$ 85,8 milhões no 2º trimestre fiscal de 2026, uma queda de 6,4% anual, com recuo em todos os segmentos operacionais. O EBITDA ajustado caiu para US$ 11,7 milhões, refletindo um desempenho subjacente fraco. Embora o prejuízo GAAP tenha diminuído drasticamente em relação ao ano anterior, a melhora decorreu principalmente da redução em despesas de impairment. A empresa enfrenta desafios persistentes com a demanda publicitária, perda de assinantes em TV a cabo e a recuperação da Reach Media, levando à revisão da meta de EBITDA ajustado anual para US$ 50 milhões.
Urban One (NASDAQ: UONE, UONEK) reportou receita líquida de US$ 85,8 milhões no 2º trimestre fiscal de 2026, queda de 6,4% em relação aos US$ 91,6 milhões de um ano antes, enquanto o EPS básico e diluído foi de -US$ 1,58, ante -US$ 17,41. O EBITDA ajustado caiu para US$ 11,7 milhões, com a receita recuando nos quatro segmentos operacionais, enquanto o prejuízo GAAP diminuiu principalmente porque as despesas de impairment foram substancialmente menores que no 2º trimestre de 2025.
Principais resultados financeiros
Nos três meses encerrados em 30 de junho, as reduções de custos relacionados à receita não compensaram integralmente a queda na receita. As despesas operacionais, excluindo depreciação e amortização, remuneração baseada em ações e impairment, caíram 4,1%, para aproximadamente US$ 75,0 milhões, em comparação com a contração de 6,4% da receita.
A forte melhora nos prejuízos operacional e líquido requer contexto: as despesas de impairment recuaram aproximadamente US$ 115,9 milhões em relação ao ano anterior. Em contraste, tanto o EBITDA ajustado quanto o lucro operacional de radiodifusão e digital diminuíram.
| Métrica | 2º tri fiscal de 2026 | 2º tri fiscal de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Receita líquida | US$ 85,8 milhões | US$ 91,6 milhões | -6,4% |
| Despesas operacionais, excluindo D&A, remuneração em ações e impairment | Aproximadamente US$ 75,0 milhões | Aproximadamente US$ 78,1 milhões | -4,1% |
| Despesas de impairment | US$ 14,2 milhões | US$ 130,1 milhões | -89,1% |
| Prejuízo operacional | (US$ 11,2 milhões) | (US$ 120,7 milhões) | Prejuízo diminuiu US$ 109,4 milhões |
| Prejuízo líquido atribuível aos acionistas ordinários | (US$ 7,1 milhões) | (US$ 77,9 milhões) | Prejuízo diminuiu US$ 70,8 milhões |
| EPS básico e diluído | (US$ 1,58) | (US$ 17,41) | Prejuízo por ação diminuiu |
| Lucro operacional de radiodifusão e digital¹ | US$ 22,2 milhões | US$ 25,7 milhões | Aproximadamente -13,7% |
| EBITDA ajustado¹ | US$ 11,7 milhões | US$ 14,0 milhões | Aproximadamente -16,0% |
¹ Medida não GAAP. Os valores por ação do ano anterior foram ajustados retroativamente pelo grupamento reverso de ações de 1 para 10 concluído em 22 de janeiro de 2026.
Desempenho dos negócios e segmentos
A receita caiu em Radiodifusão, Reach Media, Digital e Televisão a Cabo. A Televisão a Cabo registrou as maiores quedas em dólares na receita do segmento e no EBITDA ajustado, enquanto a Reach Media apresentou a mais acentuada contração percentual da receita.
| Segmento | Receita no 2º tri fiscal de 2026 | Variação da receita | EBITDA ajustado no 2º tri fiscal de 2026 | EBITDA ajustado no 2º tri fiscal de 2025 |
|---|---|---|---|---|
| Radiodifusão | US$ 35,3 milhões | -3,9% | US$ 6,3 milhões | US$ 6,9 milhões |
| Reach Media | US$ 4,8 milhões | -10,6% | (US$ 1,0 milhão) | (US$ 1,7 milhão) |
| Digital | US$ 9,4 milhões | -8,4% | (US$ 0,1 milhão) | (US$ 0,1 milhão) |
| Televisão a Cabo | US$ 37,1 milhões | -7,4% | US$ 14,2 milhões | US$ 18,1 milhões |
A receita da Televisão a Cabo caiu aproximadamente US$ 3,0 milhões devido à perda de assinantes e à menor venda de publicidade. A receita de publicidade a cabo recuou 9,6%, enquanto as taxas de afiliação diminuíram 4,5%. O segmento permaneceu como o maior contribuinte para o EBITDA ajustado da Urban One, mas seu EBITDA ajustado caiu aproximadamente US$ 3,9 milhões.
A Radiodifusão foi afetada pela demanda mais fraca de anunciantes locais e nacionais. A receita de rádio local medida pela Miller Kaplan caiu 10,1%, ante uma queda de 7,8% do mercado, enquanto a receita nacional recuou 1,5%, em comparação com uma contração de 4,6% do mercado. A receita reportada de publicidade política aumentou de US$ 0,3 milhão para US$ 1,2 milhão, compensando parcialmente a fraqueza mais ampla da publicidade.
A queda da Reach Media refletiu menor receita de distribuição, um mercado fraco, perda de clientes e a recomposição da equipe de vendas. A receita digital foi pressionada pela menor publicidade direta, incluindo a redução de gastos em campanhas voltadas à diversidade, equidade e inclusão. Apesar das quedas de receita, tanto a Reach Media quanto o segmento Digital reduziram seus prejuízos de EBITDA ajustado.
Atividade de portfólio
A Urban One concluiu durante o trimestre as vendas da WLNK-FM e da WMXG em Charlotte, registrando um ganho de US$ 4,7 milhões. Após o fim do trimestre, concluiu a venda da KZMJ por US$ 6,0 milhões em 6 de julho e a aquisição da Service Broadcasting Group por US$ 22,0 milhões em 17 de julho; espera-se que a transação da KZMJ gere um ganho de US$ 3,2 milhões no 3º trimestre fiscal de 2026.
Menores despesas de impairment impulsionaram a melhora GAAP, não o crescimento subjacente
O prejuízo operacional diminuiu para US$ 11,2 milhões principalmente porque as despesas de impairment caíram de US$ 130,1 milhões para US$ 14,2 milhões. A despesa do trimestre atual consistiu em aproximadamente US$ 13,9 milhões de impairment de ágio e US$ 0,3 milhão relacionado a ativos de longa duração da Reach Media, destacando os desafios contínuos desse negócio.
O prejuízo líquido também foi beneficiado pela queda da despesa com juros, de US$ 9,7 milhões para US$ 2,1 milhões, e pelo ganho de US$ 4,7 milhões com a venda de negócios. No entanto, o 2º trimestre fiscal de 2025 incluiu um ganho de US$ 30,3 milhões com a extinção de dívida que não se repetiu. Como o EBITDA ajustado exclui impairment, ganhos com venda de negócios, juros e outros itens não operacionais, sua queda de US$ 14,0 milhões para US$ 11,7 milhões fornece uma indicação mais clara do desempenho trimestral subjacente mais fraco.
Rentabilidade, liquidez e dívida
A depreciação e amortização aumentou de US$ 3,5 milhões para US$ 6,2 milhões, principalmente porque a Urban One começou a amortizar suas licenças de radiodifusão em junho de 2025. Os investimentos de capital aumentaram de US$ 1,2 milhão para US$ 1,7 milhão, impulsionados pela construção de um estúdio no mercado de rádio de Indianápolis.
O balanço mostrou menor principal da dívida de longo prazo, mas também menos caixa e maior uso de empréstimos de curto prazo. As comparações abaixo são com 31 de dezembro de 2025, e não com o trimestre do ano anterior.
| Métrica de balanço | 30 de junho de 2026 | 31 de dezembro de 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Caixa, equivalentes de caixa e caixa restrito | US$ 16,2 milhões | US$ 26,4 milhões | (US$ 10,2 milhões) |
| Principal da dívida de longo prazo em aberto | US$ 303,2 milhões | US$ 363,4 milhões | (US$ 60,2 milhões) |
| Dívida de longo prazo, líquida | US$ 399,3 milhões | US$ 429,7 milhões | (US$ 30,4 milhões) |
| Empréstimos de curto prazo lastreados em ativos | US$ 20,0 milhões | US$ 10,0 milhões | US$ 10,0 milhões |
Durante o 2º trimestre, a Urban One recomprou aproximadamente US$ 23,5 milhões de suas Second Lien Notes de 2031 a um preço médio de cerca de 42% do valor de face. A administração afirmou que a redução da dívida no acumulado do ano gerou aproximadamente US$ 4,6 milhões em economia anual de juros. Em razão da contabilização de reestruturação de dívida em dificuldades, a companhia não registrou ganho na recompra do 2º trimestre e, em vez disso, adicionou um prêmio de US$ 13,6 milhões à dívida de longo prazo reportada.
A capacidade disponível de empréstimo sob a linha lastreada em ativos era de aproximadamente US$ 26,1 milhões em 30 de junho. Após uma captação adicional de US$ 7,0 milhões e um pagamento de US$ 5,0 milhões após o fim do trimestre, a capacidade era de aproximadamente US$ 24,1 milhões.
Projeções de resultados
A administração revisou sua perspectiva de EBITDA ajustado para o ano completo de 2026 para a faixa média de US$ 50 milhões, citando as atuais condições de mercado. O comunicado não quantificou a perspectiva anterior, portanto a magnitude da revisão não pode ser calculada com base nas informações fornecidas.
| Métrica | Projeção mais recente para 2026 |
|---|---|
| EBITDA ajustado | Faixa média de US$ 50 milhões |
No momento da divulgação dos resultados, a receita de rádio para o 3º trimestre estava em trajetória de queda de 2,8%, indicando que a pressão sobre a receita no curto prazo ainda não havia arrefecido por completo.
Riscos que os investidores precisam acompanhar
- A demanda por publicidade continua fraca. As receitas de publicidade em Rádio, Digital e Televisão a Cabo caíram, e o desempenho da Urban One em rádio local ficou abaixo da medida de mercado citada pela administração.
- A perda de assinantes da TV a cabo afeta duas fontes de receita. O menor número de assinantes contribuiu para a queda das taxas de afiliação, enquanto o segmento também enfrentou vendas de publicidade mais fracas e uma contração relevante do EBITDA ajustado.
- A Reach Media permanece em processo de recuperação. A perda de clientes, a recomposição da equipe de vendas e a menor receita de distribuição contribuíram para um prejuízo de EBITDA ajustado e uma despesa de impairment de US$ 14,2 milhões vinculada ao negócio.
- A liquidez continua importante apesar da redução da dívida. O caixa caiu durante o primeiro semestre, os empréstimos de curto prazo dobraram e a dívida de longo prazo reportada permaneceu substancial, mesmo com a queda do principal e da despesa com juros.
- A perspectiva revisada exige melhor execução no segundo semestre. A trajetória da receita de rádio no 3º trimestre permaneceu negativa, enquanto cada segmento operacional iniciou o segundo semestre com receita no 2º trimestre menor em relação ao ano anterior.
Resumo
O prejuízo GAAP da Urban One no 2º trimestre fiscal de 2026 diminuiu drasticamente, mas a melhora foi amplamente atribuível a uma despesa de impairment muito menor, à redução da despesa com juros e a um ganho com venda de negócios. O cenário subjacente foi mais fraco: todos os segmentos operacionais registraram receita menor, o EBITDA ajustado caiu e a Televisão a Cabo produziu o maior impacto negativo sobre os resultados. Os principais itens a acompanhar são a demanda por publicidade, a recuperação da Reach Media, as tendências de assinantes de TV a cabo, a liquidez após as recentes transações de portfólio e o progresso rumo à faixa revisada de EBITDA ajustado para o ano completo.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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