Liquidação de ativos brasileiros: ETFs do Brasil caem mais de 27% à medida que reeleição de Lula destrói expectativas de consolidação fiscal, e ações bancárias e petrolíferas despencam
Em 26 de outubro, no horário do Leste dos EUA, a vitória de Lula no segundo turno presidencial provocou forte liquidação nos ativos brasileiros no pré-market, com queda expressiva no ETF EWZ, em ações de bancos, na Petrobras e desvalorização do real. A reversão do "trade eleitoral" reflete o temor dos investidores quanto à disciplina fiscal, ao crescimento da dívida pública e aos custos de crédito. A incerteza política de curto prazo e a pressão inflacionária elevam os riscos. O desempenho futuro dependerá das diretrizes fiscais do novo governo, da escolha do Ministro da Fazenda e do orçamento.

TradingKey - Em 26 de outubro, no horário do Leste dos EUA, o presidente brasileiro Lula derrotou Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial para conquistar um quarto mandato presidencial não consecutivo. Após o anúncio dos resultados da eleição, os ativos brasileiros sofreram uma forte onda de vendas no pré-market dos EUA.
Até o momento da publicação, o ETF iShares MSCI Brazil, que acompanha o mercado acionário brasileiro (EWZ) recuava 27,68% no pré-market; o Banco Bradesco (BBD) e o Itaú Unibanco (ITUB) caíam mais de 26% cada, enquanto a Petrobras (PBR) recuava mais de 20%. O real brasileiro caiu mais de 8% no mercado à vista.

[Fonte: TradingView]
Por que os ativos brasileiros estão despencando
O "trade eleitoral" anterior do mercado se inverteu rapidamente. Após o primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança, impulsionando as ações brasileiras e o real diante das expectativas do mercado de que sua vitória poderia trazer uma disciplina fiscal mais rígida e políticas mais favoráveis aos negócios.
Após a vitória final de Lula nas eleições, os investidores ajustaram rapidamente suas posições, levando as ações, a moeda e os títulos brasileiros a recuarem em conjunto.
A política fiscal e os custos de captação tornaram-se o foco principal do mercado. Os investidores temem que, se o novo governo não conseguir controlar de forma eficaz os gastos públicos e o crescimento da dívida, os custos de endividamento do governo possam subir, aumentando potencialmente também os custos de crédito para empresas e famílias, o que pesaria sobre os valuations das ações. Uma desvalorização contínua do real também poderia elevar os custos de importação e as pressões inflacionárias, reduzindo as expectativas do mercado em relação a futuros cortes nas taxas de juros.
Além disso, Flávio recusou-se a reconhecer o resultado da eleição e afirmou que buscaria medidas judiciais, aumentando ainda mais a incerteza no curto prazo.
Olhando para a frente, o mercado estará atento às declarações de Lula sobre a disciplina fiscal, à sua escolha para o cargo de Ministro da Fazenda e aos arranjos do orçamento de 2027 para avaliar se o governo conseguirá controlar o crescimento da dívida mantendo, ao mesmo tempo, os gastos sociais.
Quais Ações e ETFs dos EUA Valem a Pena Acompanhar?
EWZ: Reflete o desempenho geral do mercado de ações brasileiro. O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) acompanha o mercado de ações brasileiro, reunindo empresas listadas nos setores bancário, de energia, entre outros. Seu preço é influenciado não apenas pela alta e queda do mercado acionário brasileiro, mas também pelas variações na taxa de câmbio do real. Daqui para frente, os principais fatores a serem monitorados incluem o fluxo de capitais, a taxa de câmbio e as mudanças na política fiscal do governo.
PBR: Foco nas operações e nos dividendos da Petrobras. A Petrobras (PBR) é uma das principais empresas de petróleo e gás do Brasil. Além dos desdobramentos políticos, o preço de suas ações depende dos preços internacionais do petróleo, das políticas de preços de combustíveis, dos investimentos de capital e das políticas de retorno aos acionistas.
Se o mercado temer uma intervenção governamental nas operações da empresa ou ajustes nas políticas de dividendos, o preço das ações poderá continuar sob pressão.
BBD e ITUB: Foco na rentabilidade dos bancos e na qualidade do crédito. O Banco Bradesco (BBD) e o Itaú Unibanco (ITUB) são ações de bancos brasileiros negociadas no mercado norte-americano.
A manutenção das taxas de juros em patamares elevados pode aumentar a pressão de pagamento sobre empresas e famílias, afetando a demanda por crédito e os níveis de inadimplência. Daqui para frente, a atenção deve se voltar para as variações na margem financeira líquida, no crescimento da carteira de crédito e nos índices de inadimplência.
MELI: Foco no impacto do mercado brasileiro sobre o negócio. O Mercado Livre (MELI) é uma plataforma de e-commerce e fintech da América Latina com operações significativas no Brasil, embora não seja uma empresa listada localmente no país.
Uma desvalorização do real pode afetar a receita e o lucro das suas operações no Brasil quando convertidos para dólares norte-americanos; no entanto, o desempenho geral da empresa também depende das operações em outros mercados da América Latina.
Qual é a perspectiva para os ativos brasileiros?
No curto prazo, o desempenho dos ativos brasileiros depende da nova política fiscal do governo. Os investidores devem ficar atentos ao candidato a ministro da Fazenda, ao plano orçamentário de 2027 e às medidas de controle da dívida pública.
Para os investidores do mercado acionário dos EUA, os riscos associados ao EWZ, PBR, BBD e ITUB variam. O EWZ reflete principalmente a tendência geral do mercado acionário brasileiro; a PBR é influenciada pelos preços internacionais do petróleo, pelas políticas de preços de combustíveis e pela estrutura de dividendos; enquanto, para BBD e ITUB, a atenção deve se voltar para a margem financeira líquida, o crescimento da carteira de crédito e as variações na inadimplência.
Se o governo enviar sinais claros de disciplina fiscal, a avaliação de risco do mercado sobre os ativos brasileiros poderá melhorar; por outro lado, se a pressão da dívida se intensificar e o real continuar a se depreciar, os custos de financiamento e os valuations poderão sofrer ainda mais pressão.
Este conteúdo foi traduzido por IA e revisado por humanos. Ele é fornecido apenas para fins informativos e de referência, não constituindo aconselhamento financeiro ou recomendação de investimento.
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